Consumidor corporativo mais cauteloso leva Nero a enxugar produtos – ResellerWeb – 29/1/2009

Maior fabricante mundial de software para gravação de mídias relança versões para atender companhias que querem ampliar plantel de programas sem mudar de modelo.

A companhia alemã Nero, líder no mercado de gravação de CD e DVD com seus mais de 300 milhões de softwares instalados no mundo, desenvolveu uma estratégia de um passo atrás para atender a setores do mercado corporativo que precisam ampliar a base de programas sem se aventurar por novos modelos de produtos. Com exclusividade para os mercados empresarial, governamental e educacional, com compras a partir de dez unidades, a Nero está relançando programas descontinuados em 2007 e 2008 – o Nero 7 Basic e as versões Ultra e Basic do Nero 8 – e ampliando a oferta de pacotes corporativos com as edições Nero Linux Multi Pack e Nero BackItUp4 Multi Pack, além de três variações do recém-lançado Nero 9.

Convencida de que “as corporações estão mais conservadoras”, como diz o principal executivo da marca no Brasil, Max Gorissen, a Nero realizou uma pesquisa entre usuários para conferir a informação e avaliar o que mais atrairia as empresas a ampliar compras. “O resultado nos deixou otimistas”, diz Gorissen. “Vamos tirar novos pedidos para até 80% dos clientes corporativos que já usam Nero 7 ou 8 mas não têm interesse imediato em atualizar para o Nero 9.”

Os números são vigorosos. Segundo ele, a base de aplicativos Nero no Brasil passa de 5% das instalações mundiais da marca – há algo em torno de 15 milhões de cópias de programas Nero em computadores brasileiros. “É claro que a fatia dos usuários finais é a maior nesse montante”, diz ele, “mas ainda assim temos motivos para crer em volumes expressivos de vendas este ano mesmo com a onda conservadora em que surfam as empresas.

A estratégia tem apoio na força e pulverização dos canais de comercialização das distribuidoras XpressSoft, Ingran Micro e LifeBoat, que em conjunto mantêm mais de mil pontos de venda no País – uma parcela dos quais dedicado ao formato licenciamento por volume, utilizado no comércio corporativo.

A reentrada dos produtos no mercado, porém, só vale para usuários corporativos, que os adquirem por meio da compra de licenças de uso. Max Gorissen diz que a idéia de estender a iniciativa a consumidores finais chegou a ser aventada e “era tentadora”, mas não pode ser implantada em virtude de restrições e acordos com empresas que detêm patentes de algumas tecnologias incluídas nos pacotes Nero.

por Reseller Web*
29/01/2009
* Notícia enviada por Mauricio Bonas 28/01/2009 às 16:42

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